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Decorreu no Sobral da Adiça - workshop sobre ‘Gestão Sustentável de Olivais’
7 Julho 2014


Na sequência da medida de criação de corredores de habitat adequado ao lince-ibérico em olivais, o projecto LIFE Habitat Lince Abutre promoveu no dia 25 de Junho no Sobral da Adiça um encontro para apresentação e discussão de boas práticas para a gestão sustentável de olivais. Para além de vários olivicultores da região, a maioria com acordos de colaboração com o projecto, participaram na discussão entidades do sector agrícola, nomeadamente a AJAM – Associação dos Jovens Agricultores de Moura (entidade parceira deste projecto), a CAP Agricultores de Portugal e a DRAP Alentejo – Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo.

Eduardo Santos, coordenador do projecto, falou aos presentes da importância da paisagem e recursos naturais locais, não só numa perspectiva de preservação e valorização deste património de características únicas, como também numa óptica de necessidade de conciliação com as práticas agrícolas locais. Seguidamente, Nuno Curado, técnico da LPN no projecto, mostrou os primeiros resultados da medida de criação da rede de 56 hectares de corredores de habitat adequado ao lince-ibérico em olivais tradicionais das serras de Moura, Ficalho e área envolvente. Apesar de recente, os sinais das medidas aplicadas (ex. não mobilização do solo, não aplicação de agroquímicos, fomento do crescimento espontâneo da vegetação herbácea e arbustiva) são já bastante visíveis nalgumas das áreas de corredor, esperando-se que dentro de alguns anos este efeito seja notório e extensível a todos os corredores agora estabelecidos, cumprindo assim o objectivo inicial de conectividade de habitat e melhoria da adequabilidade para a presença de espécies presa do lince-ibérico. Nuno Curado apresentou ainda algumas recomendações e medidas de boas práticas para fomento da fauna e flora autóctones (ex. coelho-bravo, perdiz-vermelha, espargos, orquídeas silvestres), compatíveis com a produção agrícola e potencialmente geradoras de um rendimento extra à exploração do olival, através do complemento com outras actividades económicas locais, como sejam a caça ou o turismo de natureza. Mário Figueiras, da DRAP Alentejo, deu seguimento às recomendações de boas práticas de gestão em olival, nomeadamente com vista à retenção de matéria orgânica e água e prevenção da erosão dos solos.

Os olivicultores presentes na sala foram então convidados a partilhar as suas experiências e a dar a sua opinião quanto à exequibilidade das medidas anteriormente apresentadas numa óptica de compatibilização sustentável com a sua actividade agrícola, tendo alguns deles dado exemplos de medidas passíveis de serem implementadas nos seus próprios olivais. Foram ainda discutidos pontos fracos e fortes das medidas agroambientais actualmente apoiadas, bem como as expectativas para os futuros quadros de apoio.

 

 
   



Neste encontro participou ainda a Junta de Freguesia do Sobral da Adiça, anfitriã da iniciativa, a quem manifestamos o nosso agradecimento pela cedência de uma sala e apoio na divulgação desta iniciativa.